Agentes têm até dia 15 para informar sobre armas, telefones e bens que utilizam no dia a dia.
22/06/11
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (SINDPOL/RJ), Carlos Gadelha, entretanto, repudiou a medida. “Isso mostra que a Corregedoria não sabe investigar. É um verdadeiro atestado de incompetência. Então se o policial usar o carro da mulher vai ter que informar. Isso é absurdo”, criticou. Segundo ele, a categoria vai se reunir segunda-feira, às 18h, na sede da entidade para discutir o assunto.
O corregedor reagiu: “Quem está reclamando que entre na Justiça. Minha intenção é uniformizar os procedimentos, por isso, aproveitei o recadastramento das armas para fazer os outros. Tenho certeza de que muitos vão fazer”.
Criminalista: invasão de privacidade
Para o criminalista Antônio Gonçalves, na prática, a recomendação da Corregedoria da Polícia Civil não vai funcionar. “O espírito da medida é combater a corrupção, proteger a população, mas, por outro lado, é uma invasão de privacidade”, analisou.
Para ele, o fato de o policial ter que informar bens usados em nome de outras pessoas pode expor a família. “A Constituição Federal impede que as pessoas tenham a sua privacidade invadida. Então, acredito que esta recomendação não terá eficácia”, afirmou Gonçalves.
Fonte: O DIA - por Adriana Cruz